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Como adorar sem sentir, sem emoção?

Nos últimos anos se tem pensado a respeito do que é adoração, e muitos tentando esclarecer, trazem significados incompletos e equivocados, tentando resumir adoração em algumas palavras ou em pequenos momentos. E por conta disso se tem confundido a adoração com emoção.
A emoção é uma experiência subjetiva, associada ao temperamento e personalidade, então partindo da linha de raciocínio que “adoração é emoção”, pessoas com as personalidades mais emotivas seriam as que melhor adoram, porém olhando por esse aspecto, pensar assim é um erro. Em Romanos 12 Paulo diz “apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, Santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”, o termo racional, remete a fazer algo lógico, com consciência e prudência, eu penso que a adoração é um eterno culto racional ao Senhor, algo que teve um início (em nossa conversão), porém não terá um final. Pode sim se conter emoção na adoração, porém adoração não é emoção! Adoração é a certeza que meu culto racional tem agradado a Deus.
Se hoje você tem adorado a Deus e talvez em muitos momentos não esteja sentindo seu coração palpitar ou seu braço arrepiar, o meu conselho é, mantenha constante a sua adoração pois não devemos nos mover pelo que sentimos, mas por tudo o que sai da boca Deus. O ato de adorar é se tornar semelhante aquilo que adoramos, então que possamos nos tornar semelhantes a Jesus, que não se movia pelo que sentia ou por suas emoções, mas se movia por tudo o que saía da boca de seu Pai.

Matheus Fernandes – Obreiro ETED

Posso fazer missão sendo uma mulher solteira?

Eu pensava que mulher só poderia estar no campo missionário se fosse casada. Talvez eu pensasse que precisava de um homem pra me proteger dos risco que é viajar “por aí” e falar com estranhos. Ou talvez eu só tivesse medo de ficar sozinha no campo missionário.
Planejei me casar antes dos 20 anos, na tentativa de apressar esse chamado de Deus na minha vida. Comecei a namorar com 18 anos, no ano seguinte completei 19 anos e fiquei noiva de um cara. E de acordo com o meu planejamento de vida, estava tudo dando certo. A primeira vez que pensei em fazer ETED falei com meu noivo: “quero fazer esse curso de missões, o que você acha de eu ir?”, e ele me disse: “espera, vamos casar primeiro e depois vamos juntos”. Foram 3 anos e 4 meses nesse relacionamento, esperando. Pra resumir, não me casei com esse cara, sentia que ele não estava me apoiando no ministério e com um mês de término tomei a iniciativa de juntar dinheiro e vir por conta própria, e no dia 4 de fevereiro de 2017 estava eu chegando na Jocum Sem Fronteiras em Curitiba pra fazer minha ETED.
A ETED naquele semestre o tinha o tema “Identidade”, e foi exatamente o que encontrei em Deus durante esse tempo. Na época com 22 anos, “não casada”, pela primeira vez longe de casa por tanto tempo. Vivi a melhor experiência da minha vida. E sabe o que descobri? Que eu não precisava estar casada, nem dependia de homem pra ser quem Deus me chamou pra ser.
Deus chama homens e mulheres pra missões igualmente. Mulheres não dependem de homens, mulheres dependem de Deus.
Hoje tenho 24 anos, sou missionária em tempo integral, obreira da Jocum Sem Fronteiras, faço parte do grupo de liderança da ETED e da base. E muito feliz com a mulher que me tornei em Deus.
E só pra deixar claro, eu ainda quero me casar e ter dois filhos. Uma família em missões.

Naara Guimarães – Obreira ETED